Casas de carnes: uma nova tendência

Uma novidade no mercado gastronômico está se impondo em Porto Alegre: as boutiques de carne são os açougues em versão mais requintada. Uma das diferenças está na aparência do estabelecimento, “que é muito mais agradável e organizado, não tem pedaços de carne pendurados”, diz Evandro Godoy, gerente da Boutique Moussalle. Além disso, o local é mais higiênico, devido ao modo de manuseio e exposição do produto, e oferece, portanto, mais qualidade ao consumidor.

Pioneira neste nicho, a Casa de Carnes Moacir funciona há quase trinta anos dentro desses padrões de atendimento. Paulo Mendes, funcionário do lugar, explica o porquê do diferencial: “Nossa loja trabalha apenas com animais jovens e fornecedores certificados”. Os frequentadores são, normalmente, pessoas de classe alta que procuram produtos tanto para churrasco quanto para os pratos do dia-a-dia. “Além de ser perto da minha casa, lá eu sou sempre bem atendido e nunca erro no churrasco, a qualidade da carne é garantida”, afirma o dentista Renato Gaieski, cliente da casa há cinco anos.

Produtos diferenciados (Foto: Divulgação)

Outra opção em Porto Alegre é a Boutique Moussalle que, aberta há apenas um ano e meio, é um dos mais recentes investimentos nesse ramo. Oferecendo cortes exclusivos, serviço diferenciado e comodidade, o local conquistou uma clientela exigente e fiel, formada quase que totalmente por homens. Normalmente, esses estabelecimentos comercializam apenas produtos que possuem um selo de qualidade concedido pela Associação Brasileira de Angus, o que justifica essa exigência. “Como a produção da carne é padronizada, os clientes que começaram a comprar aqui não erraram mais o churrasco desde então”, afirma Godoy.

Também seguindo a tendência, a Casa de Carnes Angus da Gruta acaba de reabrir em novo endereço. Originado a partir de um projeto de verão no Litoral Gaúcho, o estabelecimento funciona desde meados de 2008 com o objetivo de oferecer ao cliente um produto diferenciado.

Boutiques de carnes são a nova aposta do mercado gastrônomico. Elas provam que qualidade e garantia de origem, mesmo que a um custo um pouco mais elevado, são a maior preocupação do consumidor.

Bebidas de valor

O mercado das bebidas alcoólicas oferece opções para todos os gostos e bolsos. Existem vinhos, champagnes, whiskies e tantas outras variedades que satisfazem qualquer paladar. Muitas dessas bebidas não são apenas meros produtos industriais, mas envolvem também história e tradição. Quando alguém entra no mundo da bebida, “o caminho natural é o da busca por exemplares diferenciados, de outros países, de produtores tradicionais, de qualidade. E, neste contexto, certamente se estará sujeito a um desembolso maior”, explica Valéria Gutjahr, advogada e integrante do Conselho Superior da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho – Regional Sul.

Cachaça Sagatiba Preciosa (Foto: Divulgação)

Em Porto Alegre, um dos lugares onde se pode encontrar bebidas de todos os tipos e preços é a distribuidora Costi Bebidas. Entre os produtos mais caros da loja estão a Cachaça Sagatiba Preciosa com 700ml, por R$ 609,00, a Champagne Don Perignon 1996 com 750ml, por R$ 850,00 e o Whisky Johnnie Walker Blue Label com 1litro, por R$ 795,90. Rafael Matos, vendedor da loja, diz que a Champagne Don Perignon vende cerca de quinze garrafas por ano e que a maior venda da loja é mesmo a de vinhos. “No verão, especialmente na época do Natal, as champagnes têm mais saída, mesmo que a venda de vinhos siga intensa. Já no inverno, os vinhos são líderes absolutos”, diz.

Além da Costi, existem várias outras lojas na cidade que oferecem grande variedade de bebidas para o consumidor. Valéria Gutjahr indica “especialmente, para vinhos, o Armazém dos Importados, as lojas Vinhos do Mundo, Via Vino, Grand Cru, Sommelier e Expand“. Outro local onde se pode encontrar boas opções de bebida são os supermercados da cidade, como a companhia Zaffari e a rede Nacional.

Quando o assunto é bebida, na maioria das vezes, preço elevado significa melhor qualidade. “O envolvimento com a descoberta, a curiosidade e todo resto que envolve a degustação de uma bebida faz com que se conclua que vale a pena investir na compra de uma garrafa de preço mais elevado. Não se estará comprando apenas a bebida, mas algo que se traduz em prazer, agregado à história, cultura e alma própria. E isso justificará o preço”, conclui Valéria.

SUGESTÕES DO ESPECIALISTA: Valéria Gutjahr

“É uma questão bastante pessoal, mas considerando a trajetória de estudos e degustações investiria em uma garrafa do famoso e consagrado francês “Chateau Latour”. Trata-se de um vinho da região de Pauillac, Bordeaux, feito predominantemente com a cepa Cabernet Sauvignon, com aromas típicos de groselha, menta e cedro e oriundo de vinhas cultivadas em solos arenosos e profundos, à beira do Rio Gironde. Esse vinho reúne e traduz o que já foi citado e o que se entende ser fundamental em uma bebida de cifras elevadas: história, tradição, alma, qualidade, longevidade e prazer em grau máximo”.

O Mercado Público e suas peculiaridades

“É uma alegria entrar aqui, há liberdade para transitar entre as bancas, diferente do supermercado, que é bem mais sério”, conta Asta Bergamon, 75 anos. A senhora, moradora de São Leopoldo, diz que, quando vem a Porto Alegre, a visita ao Mercado Público é certa desde que era criança. Esse é o clima que se sente no local, um espaço democrático onde é possível encontrar os mais diversos tipos de pessoas, de todas as idades, todas as religiões e todas as classes sociais. As cores e os cheiros exóticos atraem o público para constantes visitas e compras. Kenny Braga, jornalista de 65 anos, frequenta o Mercado Público há mais de trinta. “O Mercado, além de ser um lugar de convivência e amizade, é onde compro os produtos necessários para o meu dia-a-dia”, destaca ele.

Bacalhau Porto Gadus Morhua (Foto: Juliana Palma)

O Mercado Público de Porto Alegre pode ser um local onde se encontram alimentos mais baratos. Porém, alguns dos produtos à venda lá são difíceis de achar em estabelecimentos comuns, por isso têm preços mais elevados. Leopoldo Gallo, 65 anos, trabalha há mais de 20 no Mercado e conhece as mais diferentes opções que o lugar oferece. “O bacalhau Porto Gadus Morhua, por exemplo, custa R$ 68,00 o quilo, por ser o mais fino de todos. Também há o bacalhau que já vem na bandeja, limpo e pronto para o preparo, e custa R$ 79,00”, explica. Para aqueles que não querem gastar tanto, existe uma alternativa mais barata: o bacalhau Ling Imperial de R$ 24,00.

Além do peixe, pode-se encontrar frutos secos e grãos importantes para uma dieta equilibrada. A quinoa é um produto peruano e possui as mesmas propriedades do leite materno, seu preço é de R$ 33,00 o quilo. As nozes chilenas também são bastante procuradas, custam em torno de R$ 50,00 o quilo. “Alguns itens são mais populares por estarem na moda, saem em revistas de saúde e beleza”, diz Leopoldo. A exemplo disso, o Óleo de Coco é específico para auxiliar na dieta e o litro sai por R$ 64,00. O azeite de oliva, cujo preço varia de acordo com o nível de acidez – quanto menos ácido, mais caro -, tem saída constante. Chile e Portugal são os países que produzem os azeites de maior preço, em torno de R$ 26,00. Na seção dos temperos, o açafrão é o mais valorizado. Comum na Espanha, é muito utilizado no preparo da paella. Um grama da iguaria custa R$ 32,00. “Um quilo de açafrão é mais caro que um quilo de ouro”, afirma Leopoldo.

Pitaia (Foto: Juliana Palma)

Mesmo as frutas, que costumam ser bem acessíveis, podem ter seus preços elevados devido às características peculiares. O rambutã, complicado de se encontrar em mercados comuns, custa R$ 5,00 a unidade, apesar de ter um tamanho pequeno. Já a pitaia possui um tamanho maior, mas custa R$ 9,00 a unidade.

Uma especialidade muito famosa e procurada entre as bancas do Mercado Público é o Jacu Bird Coffee. Os grãos do café são ingeridos, ainda no pé, e eliminados lá mesmo pela ave Jacu. A equipe de produção colhe os grãos, que são secos e limpos, e depois torrados para o consumo. “O resultado é um café com sabor suave”, constata Elisângela Klafke Borges, 33 anos, vendedora da banca Café do Mercado. O estabelecimento vende a quantia de dez pacotes de 250g por semana, apesar do elevado preço de R$ 68,00 a embalagem.

Jacu Bird Coffee (Foto: Juliana Palma)

Do leitor: Pecado capital

Dentre os sete pecados capitais talvez o da gula seja o mais politicamente correto. Por quê? Porque, a rigor, não invade o espaço do outro, a não ser que se chegue ao extremo de roubar comida da geladeira na madrugada. Bem, daí saímos do pecado da gula para o transtorno alimentar.

Ponderações à parte, que, aliás, nos ajudam a justificar alguns “deslizes”, acreditamos que podemos nos dar ao luxo e prazer (ih, pecado capital de novo?) de escolher restaurantes e pratos avaliados como caros.

Caro? Realmente não é consenso, não é unanimidade nacional. Podemos avaliar que ao nos deliciarmos com um prato soberbo, um serviço personalizado, um ambiente absolutamente agradável e acolhedor nos deparamos em questionar. É caro? Não, porque vale o que pagamos, porque trabalhamos para, eventualmente, proporcionarmos a nós mesmos um momento de prazer. Mas, também, nem tudo que é caro é bom. Por muitas vezes nos vemos comendo bem e barato.

Certamente vale escolher um restaurante avaliado como caro, principalmente quando sabemos que a extravagância cabe em nosso orçamento e não nos causará, a médio ou longo prazo, uma gastrite por stress ao vermos nosso saldo no vermelho. Não vamos esquecer que comer, e bem, é culturalmente forte para o gaúcho.

PECADORES

O analista de sistemas Fernando Suchocki, de 28 anos, e o estudante Juliano Warpechowski, de 19 anos, são prova de que pagar mais vale a pena. Fernando opta por restaurantes caros, principalmente, na hora de comemorar datas especiais ou quando quer uma opção diferenciada, uma comida exótica. “Eu prefiro os restaurantes caros porque o serviço e os produtos são diferenciados. Só retorno quando percebo que o local tem um valor agregado que o destaca dos demais”, diz.

Juliano considera que cada restaurante tem um fim específico, “um é ideal para jantar com a família, outro para tomar um chopp com os amigos”. Ele recomenda o Biermarkt, que serve chopp artesanal, e para o jantar em família o Applebee’s no Barra Shopping Sul. O estudante costuma escolher o lugar de acordo com a expectativa que tem dele e não pelo preço. Porém, os restaurantes sofisticados têm seu lado ruim: “Tenho a impressão de que as pessoas ficam me olhando e julgando se eu deveria ou não estar ali”, conta.

Juliano Warpechowski

A diferença de idade não influencia na escolha do restaurante, é unanimidade que a qualidade do produto é o que interessa. “Acho que, antes do preço, o importante é a qualidade do que é servido e o ambiente. Além disso, costumo levar em conta a opinião dos meus amigos”, diz Rosane Arnhold, nutricionista e farmacêutica.

A LEITORA

Katia Beidacki tem 44 anos e é Terapeuta Ocupacional. Além de gostar de escrever, aprecia bons restaurantes, sejam eles caros ou não.

Comendo bem: Takêdo

Sushi costuma ser caro e, partindo desse princípio, às vezes é melhor pagar um pouco mais para comer melhor. Essa é a filosofia do Facada. O Takêdo, restaurante japonês da zona norte de Porto Alegre, é um exemplo disso.

Sushimen (Foto: Carolina Beidacki)

Desde sua inauguração, o Takêdo é referência em comida japonesa na cidade, servindo desde os pratos mais tradicionais até o que há de mais exótico na culinária oriental. A grande variedade é o diferencial do restaurante: niguiri, temaki, hot philadelphia, salada de pepino, yakisoba, além de opções de pratos trazidos à mesa. ”É possível que o nosso buffet seja um dos mais caros de Porto Alegre, mas a quantidade de opções compensa”, afirma Daniel Pulz, proprietário do local.

Aya Kishimoto e Kana Okamoto, estudantes japonesas de intercâmbio, aprovaram o sushi brasileiro. ”O sushi daqui é muito bom, melhor do que eu esperava. Mas acho um pouco estranho eles terem frutas, queijo e goiabada”, diz Aya. Para elas, essas invenções até são boas, mas não podem ser consideradas pratos orientais.

Sobre a preparação da comida, o proprietário conta que para manter o padrão, o treinamento dos funcionários ocorre no próprio restaurante. São quarenta deles, trabalhando de segunda a sábado, para que, assim, todos estejam disponíveis para atender os frequentadores.

Segundo Pulz, o público não é definido pela classe econômica e sim, pela faixa etária. O objetivo principal é atrair pessoas de 40 anos ou mais, a fim de integrá-las à cultura japonesa, uma vez que os jovens já estão condicionados a consumir comidas diferentes. Pulz acrescenta ainda que durante o inverno o movimento diminui.

A variedade de sushis (Foto: Carolina Beidacki)

”Não é só a comida que faz desse o melhor japonês da capital. A localização é ótima, com serviço gratuito de manobrista, além da parceria com a Vinhos do Mundo, apresentando uma variedade de vinhos por um preço ótimo”, diz Eduardo Gutierres, estudante de Direito e assíduo frequentador do lugar. É esse tipo de resposta que Pulz espera do público. Para ele, a melhor maneira de divulgar o restaurante é no boca-a-boca, ”que é mais garantido, mais confiável”, diz.

Além de todo o diferencial do Takêdo, existe a preocupação constante em manter a qualidade do produto e do atendimento. É por isso que Daniel Pulz prefere não fazer campanhas publicitárias para promover o restaurante: ”Assim, fica mais tranquilo, o movimento vai aumentando aos poucos, a gente aprender a trabalhar com a demanda e a atender a todos com qualidade de serviço”.

Restaurante Takêdo

Rua Carvalho Monteiro, 397

Telefone: 3388.5097 ou 3332.4170

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Published in: on 23/04/2010 at 10:11  Deixe um comentário  
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Curiosidades excêntricas

Ainda sob a repercussão da matéria sobre as panelas, postamos uma curiosidade.

Ela é feita de aço e possui 270 diamantes e detalhes em ouro 18 quilates no punho. Intitulada Diamond-Studded Saucepan, foi desenvolvida pela empresa alemã Fissler e será vendida pelo valor de US$ 420 mil, em torno de R$ 750 mil.

Além disso, o fabricante comunicou que o utensílio estará na próxima edição do Guiness Book como a panela mais cara do mundo.

Diamond-Sttuded Saucepan (Foto: Fissler/divulgação)

Published in: on 16/04/2010 at 18:34  Comments (1)  
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Panela cara é que faz comida boa

O Blog Facada foi às ruas com a intenção de provar que nem todo ditado popular é tão sábio e imutável assim. Desde criança a gente ouve a vovó falando que ”panela velha é que faz comida boa”. É chegada a hora de mostrar que a geração fast food também sabe de comida e provar que “panela cara é que faz comida boa”.

Apesar de ser por vezes pouco lembrada, a panela é um item essencial para a gastronomia. Existem diversos materiais, formas e marcas, o que pode confundir o consumidor. Esse mesmo consumidor que vê a sua disposição essa enorme variedade, não encontra motivos para adquirir uma panela mais cara. Mas o que poucos sabem é que panelas de alto custo normalmente trazem benefícios ao cozinheiro e à comida preparada.

Entre as panelas caras, a mais conhecida é a Le Creuset. Com o preço variando entre R$ 100 e R$ 1.000, produzidas na França desde 1925, são feitas de maneira quase artesanal e usando um molde de areia. “O ferro fundido é jogado na forma de areia, vai para o forno, derrete, depois ela é quebrada e sai a panela. É esmaltada num processo de imersão e depois volta ao forno”, diz Fernando Pascual, proprietário da loja Cook Store, especializada em eletrodomésticos de luxo. Entre as vantagens, está o design, que permite que o prato vá do fogão à mesa sem escalas. Além disso, por ser fabricada em ferro – o que permite o aquecimento por igual da estrutura – o cozimento pode ser feito em fogo baixo, utilizando menos gás.

Panelas Le Creuset (Foto: Juliana Palma)

Carla Cidade, amante da culinária, declara sua admiração pela marca: “Nunca tinha cozinhado numa Le Creuset. Já tinha usado panela de ferro, normal. Agora, eu não quero fazer risoto em nenhuma outra. Depois que tu começas a usar pela primeira vez, vês a diferença”. Apesar de caras, as Le Creuset tem bastante saída. Os homens são os que costumam adquirir essas panelas. “As mulheres normalmente compram potes, saleiros e travessas, que são itens de decoração”, comenta Pascual.

Mais caras, porém menos populares, as panelas Silit custam entre R$ 500 e R$ 1.500. Fabricadas na Alemanha, são produzidas com Silargan – um material feito de aço ferromagnético fundido com uma cerâmica de alta tecnologia. O Silargan é antibacteriano e ideal para pessoas alérgicas, resiste a arranhões, não altera o sabor dos alimentos e é um excelente condutor de calor.

Ao contrário das Le Creuset, as panelas Silit vendem menos, não só pelo preço elevado, mas também por estar menos disponível no mercado. Apesar de parecerem exclusividade dos chefs de cozinha, elas são mais procuradas por amadores e geralmente incluídas em listas de casamento.

Panelas Silit (Foto: Juliana Palma)

Além disso, existem as panelas de titânio, fabricadas igualmente pela Le Creuset e pela Silit. O antiadererente de maior qualidade, diferente das panelas comuns, permite que se use menos óleo no cozimento. Assim, o alimento fica mais saudável e menos calórico.

Se ainda assim está difícil escolher a panela adequada, a nutricionista Késia Diego Quintaes – que estuda panelas há mais de dez anos e em breve lançará um livro sobre o assunto – dá a dica: “A melhor recomendação é ter panelas dos diversos materiais existentes e direcionar o uso em função do alimento a ser preparado e também de quem irá consumi-lo e, claro, das características sensoriais desejadas no produto final”.

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Abaixo, Juliana Palma – da equipe do blog – explica as características dos variados tipos de panelas existentes no mercado.

Published in: on 09/04/2010 at 10:47  Comments (4)  
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